Ter ou Ser?

sorrisos

Atualmente ouvimos muito a frase: “Estou sem tempo”.

A falta de tempo tem sido bastante comum nos dias de hoje.Mas será que temos empregado o nosso tempo com qualidade?

Será que temos dedicado o nosso tempo para o que realmente vale a pena?

Quais são as prioridades? Família? Carreira? Casamento? Nenhuma delas? Todas elas?

O que realmente importa? Ter ou ser? Correr atrás do que definimos como meta? Trabalhar, estudar incessantemente, buscar posição status, prazeres?

Realmente temos a necessidade de tudo isso? Precisamos nos ocupar dessa maneira?

Poucos tem tempo para conversar pessoalmente com um amigo, jogar conversa fora, rir.

Quase ninguém tem tempo para ficar à toa. Há sempre um compromisso, algo importante para fazer… O resto é amenidade. Dá para adiar… Os sonhos, muitas vezes são adiados. “Ainda não está na hora”.

Contemplar o dia ou a noite chega a ser um desafio!  “Não tenho tempo para isso”; “Tenho mais o que fazer”. ” Deixa para depois”.

Pode ser que o depois não chegue. Que o amanhã não exista. Pode ser tarde.

Já pensou que nesse mundo não controlamos nada?

Não controlamos os batimentos dos nossos corações, o nascer e o por-do-sol e muito menos o ar que respiramos. Como vamos controlar o resto?

Ao longo da vida, criamos a ilusão que estamos no controle, que a coisas vão acontecer quando realmente decidirmos. No momento e hora exatos, da maneira como planejamos.

Não temos o controle de nada!

Quanta ilusão! Gastamos tempo com coisas que têm valor apenas por um instante, mas que não durarão uma vida toda.

Não é pecado ter conforto, bens materiais que tragam satisfação, mas o quanto eles agregam ao longo de uma vida?

Será que ocupamos todo o nosso tempo apenas para “Ter”?

Quando vamos “Ser”?

Vamos “Ser”, talvez quando não houver possibilidade, quando uma vida inteira já tiver passado, quando os filhos tiverem crescido e partido, e, olharmos para trás e constatarmos que o tempo passou e quando mais precisava estar perto, na verdade era quando estava mais distante.

Deixaremos de ser, quando descobrirmos que um eletrônico ou uma rede social ocupam muito mais o seu tempo do que uma bela companhia da qual pode desfrutar de momentos únicos ao seu lado.

O prazer do eletrônico é instantâneo e por mais que utilizemos, nunca nos vemos satisfeitos. Sempre queremos mais e mais. Queremos estar sempre ligados, antenados nas últimas informações e a maioria delas, são informações que não nos agregam em nada como seres humanos.

E assim seguimos na ilusão de estar buscando algo de concreto.

Concreto mesmo é que temos e não podemos mensurar. Concreto é o amor que não podemos comprar, é a convivência, o interesse pela vida do outro.

Concreto são os sentimentos e demonstração deles. O sorriso de contentamento de uma criança, a gratidão de um amigo, o ar que respiramos, a fé e o desejo de felicidade que existe dentro de cada um de nós.

Essas coisas não são visíveis aos nossos olhos, mas sem elas não há razão alguma para vivermos.

Então, volto a pergunta: Onde investimos o nosso tempo? Será que investimos bem?

Queremos ter ou ser?

Pense nisso!

Beijos no coração,

Samara Garcez

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